Tecnologia têxtil impulsiona a seleção de atletismo nas Surdolimpíadas
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A Seleção Brasileira de Atletismo para Surdos foi ao Japão para disputar a edição 2025 do maior evento multidesportivo do mundo para atletas surdos: as Surdolimpíadas de Tóquio, que ocorreram de 15 a 26 de novembro. E desembarcaram no continente asiático com um reforço de alta tecnologia na bagagem: a camisa oficial da seleção usou a tecnologia têxtil do fio Kelp, que estimula a microcirculação sanguínea, promove a regulação térmica e potencializa a recuperação muscular. São benefícios funcionais e fisiológicos que impactam diretamente no desempenho, no conforto e no bem-estar dos atletas, sem alterar a estética, o design ou o toque do tecido.
Baseado na tecnologia de infravermelho longo (FIR), o Kelp é considerado um “wearable terapêutico”. Sua tecnologia inclui micropartículas biocerâmicas que absorvem o calor corporal e o refletem em forma de infravermelho longo (IVL). A radiação infravermelha de longo alcance (FIR) é capaz de penetrar na pele e estimular as moléculas de água do corpo, promovendo vasodilatação, melhor circulação sanguínea e liberação de óxido nítrico. O resultado são efeitos que vão da recuperação muscular acelerada à melhora da firmeza da pele, além de ação antibacteriana comprovada.
Em Tóquio, o Brasil foi representado em 18 das 21 modalidades disputadas: atletismo, badminton, boliche, ciclismo, futebol masculino, golf, handebol masculino, judô, karatê, mountain bike; natação; orientação, taekwondo; tênis; tênis de mesa; vôlei de praia e voleibol masculino e feminino. “Nossos atletas surdos mostram talento, dedicação e orgulho em cada competição”, destaca a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos, CBDS, que representou o Brasil nas Surdolimpíadas. “Essa parceria com a CBDS vai além do uniforme: é sobre apoiar causas que inspiram, histórias que transformam e atletas que desafiam limites com o coração”, pontua o diretor da CTM, Carlos Modolo, empresa que traz o fio Kelp ao Brasil.
Inovação com apelo global
Conectando inovação global à produção nacional, o fio com a tecnologia Kelp foi lançado oficialmente no Brasil pela CTM, em outubro, na ONDM, em Balneário Camboriú/SC. É fabricado pela Huading Nylon, referência mundial em soluções têxteis bioativas. Tecelagens brasileiras transformam o fio em malhas e tecidos de alta performance que abastecem marcas dos segmentos de fitness, sportwear e bem-estar.
A tecnologia tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e certificações SGS e Confidence in Textiles, que atestam a segurança técnica e o uso livre de substâncias nocivas. Testes do Laboratório Bioagri Ambiental confirmam a inibição de 99% das cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans, reforçando sua ação antibacteriana.
Destaques do Brasil nas Surdolimpíadas de Tóquio 2025
Judô: O judoca Pedro Dantas conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na competição, na categoria até 60kg, um feito histórico para o esporte surdo brasileiro.
Handebol: A seleção brasileira masculina de handebol alcançou um resultado histórico, terminando em 6º lugar geral e garantindo suas primeiras vitórias oficiais na competição, incluindo triunfos sobre o Quênia e o Japão.
A delegação brasileira contou com 117 atletas, competindo em diversas modalidades no maior evento esportivo mundial da comunidade surda.
Organizadas pelo Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD), as Surdolimpíadas são o evento multidesportivo mais antigo depois dos Jogos Olímpicos. Criadas em 1924, em Paris, foram a primeira competição esportiva global voltada a pessoas com deficiência. A edição ocorre a cada quatro anos.



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