Impressão digital têxtil deve movimentar R$ 462 milhões no Brasil até 2030
- marciele195
- há 7 minutos
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O mercado de impressão digital têxtil vive um momento de forte expansão no Brasil. Segundo levantamento da Grand View Research, o setor deve movimentar cerca de R$ 462,1 milhões no País até 2030, impulsionado por um crescimento anual médio de 11,4%. De acordo com o estudo, o Brasil já responde por 4,3% do mercado global e lidera o crescimento na América Latina, estimulado pelo avanço do e-commerce e pela valorização da manufatura sob demanda, principalmente nos segmentos de moda e decoração.
Esse avanço reflete, ainda, uma mudança profunda no comportamento do consumidor e na forma como a moda e o design são produzidos e consumidos. Nos últimos anos, o perfil do cliente brasileiro se transformou: hoje, ele busca diferenciação, propósito e identidade em tudo o que veste ou consome. A estética continua importante, mas passou a caminhar lado a lado com a autenticidade. Produtos únicos, feitos sob demanda e com significados pessoais tornaram-se símbolos de expressão individual.
Entre todas as possibilidades de impressão têxtil, a impressão direta no tecido (DTG) tem sido uma grande aliada dessa tendência. “Essa tecnologia digital permite produzir peças personalizadas com agilidade, alta qualidade e menor impacto ambiental, eliminando etapas de pré-impressão e reduzindo desperdícios típicos de processos tradicionais. Isso favorece tanto pequenos empreendedores quanto grandes indústrias que buscam eficiência”, explica o diretor de vendas da Brother, Paulo Akashi.
A organização tem em seu portfólio linhas de equipamentos voltadas para diferentes perfis de produção: a GTX Pro e GTX Pro B, que oferecem tanto impressões DTG (diretamente no tecido) como em DTF (em filme para posteriormente ser aplicado no tecido); a GTX 600, focada em indústria; além da impressora de sublimação SP1.
DTG em evidência
De acordo com o levantamento da Grand View Research, o segmento de sublimação foi o responsável por 52,5% da receita global de impressão digital têxtil em 2024. Mas no Brasil, é a impressão DTG que tem se destacado no mercado da impressão digital têxtil, sendo a que mais gerou receita no ano passado. Isso acontece pela capacidade de atender à demanda crescente por produtos exclusivos, de curta tiragem e com design autoral, com tempos de resposta rápidos e custos baixos de configuração.
A pesquisa prevê que a técnica deverá registrar o crescimento mais acelerado no País até o fim desta década, se consolidando como uma solução versátil, que combina alta definição de imagem, flexibilidade e custo competitivo, impulsionada pelo aumento da personalização de roupas, acessórios e artigos esportivos.
Outro ponto de relevância é o uso de tintas pigmentadas que, além de oferecer cores mais vivas e durabilidade, demandam menos etapas de preparação e utilizam menos água, o que reduz o impacto ambiental e o custo de produção, combinando eficiência, sustentabilidade e qualidade. Para a Brother Brasil, esse cenário reafirma o potencial da tecnologia como ferramenta de transformação e democratização do segmento.
A linha GTX vem sendo uma grande aliada na expansão desse mercado. A GTX Pro oferece flexibilidade e performance ideais para pequenos e médios negócios que atuam com personalização - de ateliês e estúdios criativos a lojas online -, enquanto a GTX 600 foi projetada para grandes produções industriais, garantindo robustez, automação e alto rendimento em escala. “A linha GTX foi desenvolvida para atender toda a cadeia da personalização, do microempreendedor ao grande fabricante”, destaca Paulo. “Ela combina velocidade, precisão e versatilidade, permitindo imprimir desde pequenas tiragens até volumes industriais com o mesmo padrão de qualidade. É uma tecnologia que acompanha o ritmo do mercado e as novas demandas de consumo, ajudando nossos clientes a oferecerem produtos únicos, com propósito e valor agregado”, afirma.



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