Mulheres se preocupam mais com sustentabilidade do que os homens
- 15 de abr.
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Pesquisa da Descarbonize Soluções, empresa especializada em energia solar e sustentabilidade, revelou que as mulheres estão mais decididas a transformar seu cotidiano rumo a uma vida sustentável. Quando perguntadas se pretendem mudar algum hábito em 2026 para viver de maneira mais consciente, 52% das mulheres afirmaram já ter planos concretos, enquanto, entre os homens, esse índice cai para 43%.
Essa diferença de postura aparece também na forma como cada grupo percebe os riscos climáticos. Enquanto 61% das mulheres acreditam que, nos próximos 20 anos, o planeta enfrentará desastres naturais frequentes e graves, esse número é de 51% entre os homens. A percepção sobre escassez futura também se diferencia: 59% das mulheres esperam maior falta de água, energia e alimentos, contra 42% dos homens (uma diferença de 17 pontos percentuais).
A gerente de Marketing da Descarbonize Soluções, Milena Andrade, fala sobre a relação da mulher com a percepção dos riscos climáticos: “As mulheres têm ocupado lugares que, há alguns anos, eram simplesmente inimagináveis na sociedade. Mas, ainda assim, mantém um de seus grandes papéis - o do cuidado. São elas que, prioritariamente, tomam conta da família e da gestão doméstica, enquanto buscam a independência financeira e oportunidades no mercado. Não é à toa que muitos lares hoje são administrados puramente por mulheres”, considera. Ainda de acordo com Milena, essa vivência cria uma leitura mais sensível e, ao mesmo tempo, mais realista sobre o que pode acontecer nas próximas décadas, e esses fatores ampliam a percepção de risco e responsabilidade diante das mudanças climáticas.
A disposição mais concreta para 2026 pode estar associada aos obstáculos enfrentados em 2025. Entre os principais desafios para manter hábitos sustentáveis no último ano, o alto custo de produtos ou itens sustentáveis e a falta de tempo ou rotina apareceram como os dois maiores impedimentos, com o mesmo volume de respostas entre homens e mulheres.
Há, porém, um ponto que chama atenção: os homens demonstraram maior falta de informação ou conhecimento sobre o tema, mencionada por 15% deles. Entre as mulheres, o índice foi de 11%. Essa diferença pode indicar que, enquanto as mulheres tendem a buscar mais informações e se engajar de maneira prática no tema, parte dos homens ainda enfrenta barreiras relacionadas ao acesso ou à busca ativa por conteúdos sobre sustentabilidade, o que pode influenciar a intenção de mudar hábitos.
Para a realização da pesquisa, foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do País, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais. Os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online em novembro de 2025.



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