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Selo funcional certifica produtos voltados ao público sênior


O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) apresentou na Longevidade Expo + Forum, realizada de 20 a 22 de novembro pelo Grupo Couromoda, o Selo Funcional que assegura que os produtos testados são funcionais e de fácil manuseio, especialmente para o público sênior. A apresentação aconteceu através de uma palestra da fisioterapeuta, gerontóloga e responsável pelo Laboratório Funcional do instituto - Dra. Juliana Wilborn, no II Congresso Brasileiro da Longevidade Seguros Unimed.


O Selo Funcional foi criado para certificar produtos que tenham facilidade de uso, levando em consideração a diminuição das habilidades decorrentes pelo avanço da idade. A chancela foi desenvolvida em parceria com instituições que estudam o envelhecimento humano, como Instituto Moriguchi, Clínica Geriátrica João Senger e Seniorlab. “O que nos capacita a quantificar a funcionalidade de determinados produtos e serviços, objetivo do selo, e assegura que os produtos testados são funcionais e de fácil manuseio, para qualquer público, sobretudo para o público sênior”, afirma a fisioterapeuta, que falou também sobre o resultado de pesquisa O Brasil Senior 60+. Realizado pelo SeniorLab/Vitamina Pesquisas/Ativen, o estudo mostra que 85% dos idosos não encontram produtos adequados ou encontram dificuldades no uso. A pesquisa do PNAD IBGE mostra que 23% do consumo de bens e serviços são efetuados por idosos.

De acordo com Juliana, cada produto tem uma metodologia específica e os testes são realizados com idosos, respeitando-se a individualidade de cada faixa etária. As vantagens para as empresas em certificar seus produtos e a forma como elas podem habilitar esses produtos a receberem o Selo Funcional foram tópicos abordados. Com o selo, os usuários podem identificar com mais clareza e facilidade os produtos que levam comodidade, segurança e facilidade ao seu dia a dia. De acordo com Juliana, há uma extensa lista de possibilidades de produtos que podem ser certificados, entre eles embalagens (garrafas, caixas, sacolas, recipientes em geral), vestuários, calçados, utensílios domésticos (louças, talheres, panela, xícaras, entre outros), móveis e acessórios para o lar (poltronas, cadeiras, camas, maçanetas, puxadores, entre outros); dispositivos de auxílio à marcha (andadores, muletas, bengalas, cadeira de rodas); itens de saúde (fraldas geriátricas, bolsa térmica, aparelhos de pressão), além de serviços (residenciais, academias, cursos, viagens).


O presidente executivo do Instituto, Paulo Griebeler, enfatiza a importância da participação na Feira da Longevidade. “Na feira nos deparamos com os atores de um setor que estamos desbravando, com investimentos fortes em equipamentos e equipe técnica para que possamos contribuir para agregar tecnologias de bem-estar a produtos de indústrias que buscam se diferenciar em um mercado que registra crescimento, cada vez mais significativo”, pontua Paulo.


A mostra focada na apresentação de produtos e serviços que propiciem bem-estar e qualidade de vida a pessoas da terceira idade foi realizada no formato de maratona digital, 100% online.


Dados sobre o mercado


O Brasil é um país onde o contingente da terceira idade está aumentando exponencialmente, porém 45% destes consumidores relatam em pesquisas que têm dificuldade em encontrar novidades e mais alternativas em produtos e serviços adequados aos seus novos hábitos e aspirações. Hoje, o número de pessoas com idade acima de 50 anos passa de 54 milhões, e a projeção é de que em 12 anos teremos 72 milhões de brasileiros nesta faixa etária.