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Liderança eficaz exige capacidades, conhecimentos e empatia


Com a participação de mais de 100 pessoas ao vivo, o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) transmitiu na noite de 9 de dezembro passado, a última edição do Happy Hour com Tecnologia em 2020. O professor e consultor Leonardo Cataldo foi o convidado e ele falou sobre liderança eficaz. A apresentação teve mediação do consultor técnico do instituto, Paulo Model.


O palestrante abriu sua fala lembrando que “sermos eficazes no nosso dia a dia é um grande desafio”, e salientou que a base para uma liderança eficaz está alicerçada sobre cinco pontos. O primeiro deles é definir claramente o que se espera do funcionário, para que este saiba como será avaliado e como dar a melhor resposta. Pois, o líder eficaz combina melhor o que espera de cada membro da equipe. E para isto, precisa conhecer muito o trabalho, para que possa ter clareza do que vai pedir para a sua equipe.


O segundo ponto é a definição clara de como deve ser feito. A falta de definição é um grande gerador de problemas. E a solução para que se alcance este item é investir em treinamento. “O treinamento é a chave para o sucesso dos resultados das equipes”, afirmou Leonardo.


O terceiro ponto é o acompanhamento. O líder precisa estar perto de sua equipe, ver o que está sendo feito, para que possa corrigir os erros em tempo. Neste acompanhamento aparece a qualidade de relacionamento do líder. De acordo com o palestrante, “ele tem que saber se comunicar, para motivar a equipe”. E um dos pontos-chave para manter a equipe motivada é ter um líder que saiba reconhecer, elogiar, enaltecer. “Reconhece mais e tu terás um melhor resultado”, sentenciou.


O ponto seguinte é dar autonomia aos liderados. “Depois de comunicar claramente o que espera da equipe, treinar cada passo do processo de trabalho e motivar pelo reconhecimento, o líder precisa dar liberdade aos seus liderados”, ensinou o consultor. Na opinião de Leonardo, “o colaborador tem que ser capaz de atuar sem a supervisão do chefe”. De todas as virtudes do líder, o grande segredo é a formação de equipes, ensinou o professor, lembrado que “o sucesso da empresa depende de uma liderança que leve o maior número de colaboradores ao ponto de atuar livremente”.


Ele fez uma analogia ao momento atual, afirmando que “neste momento que vivemos agora, com a pandemia, as lideranças que deram liberdade para suas equipes foram as que tiveram mais sucesso na necessidade de trabalho remoto. Quanto mais descentralizadora a liderança, melhores as condições de implantação de um sistema de trabalho remoto”, pontuou.


Em quinto lugar, o palestrante colocou a capacidade de passar conhecimento, treinar as equipes, como um dos pontos fundamentais para um bom líder. Lembrou que “às vezes um profissional sabe tudo sobre a atividade, tem todo o conhecimento técnico, mas não possui a capacidade de compartilhar seus conhecimentos”. A capacidade treinamento é uma qualidade essencial na liderança, acredita Leonardo Cataldo, lembrando que os melhores líderes são aqueles que conseguem aliar o seu conhecimento com o saber treinar.


Perguntado sobre ser líder no presente e no futuro, o consultor, que tem experiência de mais de 40 anos no treinamento de lideranças em fábricas, afirmou que ser líder hoje é mais difícil do que no passado. “No passado, as lideranças eram muito autocráticas, o poder estava no cargo e não na liderança. Hoje, a maturidade das pessoas as levou a exigir liderança mais aberta, compartilhada e voltada ao poder pessoal, o que promoveu mudanças nas novas gerações de líderes”, contextualizou.


Sobre o futuro, prenunciou: “o home office mudou a forma da liderança. Nós precisamos nos adequar e exercer uma liderança virtual. Os colaboradores precisam se adaptar à ausência física da liderança, e os líderes se habituar a trabalhar a distância, ter empatia para perceber as necessidades inclusive pessoais de seus liderados”.


Sobre a formação de líderes, o consultor afirmou que é importante que antes de promover as empresas façam um trabalho de aperfeiçoamento com suas lideranças. “O que se vê dentro das fábricas é que os líderes são elevados a estes cargos porque têm bom conhecimento técnico. Ainda temos pouca preocupação em preparar esta pessoa para a liderança, ou de procurar dentro da equipe alguém que tenha o perfil de líder, com empatia, visão humana e gostar de pessoas. Em empresas menores, o líder precisa ainda ser polivalente, porque tem que ser capaz de atuar em vários setores.


O Happy Hour com Tecnologia tem patrocínio de Colorgraf, Covestro, Grupo Stickfran, Killing, Merkator Feiras e Eventos, Solvay Group/Rhodia e Zahonero.

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