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EMBRAPII investe em tênis com pegada sustentável


Após quatro anos de pesquisa e desenvolvimento, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a Vert, marca de calçados franco-brasileira criou o tênis Condor 2. O calçado, que conta com design parisiense, clean e urbano, é feito com materiais 100% brasileiros. Por exemplo, a entressola dos sneakers contém 57% de cana-de-açúcar e 5% de óleo de banana, por isso eles têm uma textura mais suave e plana, resultando em um solado mais leve que favorece a corrida.


Tradicionalmente, os tênis convencionais possuem muitas camadas superiores de materiais para a confecção. Já o Condor 2 possui menos dessas camadas, o que torna sua fabricação amiga do meio ambiente, pois sua produção gera menor emissão de agentes poluentes do ar, como o gás carbônico (CO2), substância responsável pelo aquecimento global.


Um dos principais diferenciais está na palmilha. Ela foi desenvolvida com látex de borracha natural (oriunda de fonte renovável nativa da Amazônia) como matéria-prima base, com composições e propriedades adequadas para calçado esportivo em seu segmento. Toda a cadeia produtiva do látex também lucra com a forte contribuição social para a subsistência de famílias de seringueiros do Acre e movimentação dos mercados locais da Amazônia, envolvidos no extrativismo vegetal.


Com estas inovações a favor do meio ambiente, o produto ganhou o prêmio ECOERA que contempla as iniciativas sustentáveis de pequenas empresas. Consequentemente, o produto, segundo a Vert, tornou-se reconhecido como o tênis de corrida não profissional mais eco-friendly do planeta, pois 53% do calçado é feito com materiais recicláveis.


De acordo com a gerente de operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, Unidade EMBRAPII, e também química industrial e doutora em engenharia e ciência de materiais, Viviane Lovison Hammel, a importância de desenvolver uma pesquisa inovadora vai além do produto final. “Um projeto como o Condor 2 valoriza todos os elos de toda uma cadeia produtiva. Impacta positivamente na vida de dezenas de famílias de comunidades da Amazônia”, conta a pesquisadora.


Durante o período de execução, a pesquisa contou com aporte total de R$ 520 mil de investimentos compartilhados entre a EMBRAPII, o ISI Polímeros - Unidade EMBRAPII e a empresa Vert.