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Conforto, performance e proteção, três pilares para o bom calçado


Por Luis Vieira


Quando se discute conforto, saúde, proteção e funcionalidade proporcionados pelos calçados, é comum que se tenha em mente grifes globais para a prática de esportes ou as marcas voltadas à segurança dos profissionais durante a realização do trabalho. Os primeiros, evidentemente, por serem responsáveis pelos lançamentos das tecnologias de maior impacto existentes no mercado calçadista e investirem em campanhas publicitárias de recursos financeiros volumosos para a divulgação das novidades e dos respectivos benefícios oferecidos, obtendo amplo alcance dessas informações junto aos consumidores. Os últimos, por serem desenvolvidos e regulamentados a partir de normas técnicas rigorosas, com validação internacional, e pela necessidade de atesarem através de laudos técnicos e Certificado de Autorização que atendem às necessidades específicas para cada tipo de risco a que o usuário pode ser submetido e, desta forma, preservam a saúde e a vida dos profissionais.


Mas será que somente esses segmentos que se preocupam em oferecer produtos que possam proporcionar um calce comprovadamente confortável e saudável, ou sandálias rasteiras, sapatos casuais ou ainda tênis para criança também são desenvolvidos tendo esse tipo de cuidado?


A utilização de calçados é uma prática remontada aos primórdios da civilização, tendo como objetivo inicial a proteção dos pés contra o frio ou lesões durante os deslocamentos. Com o passar do tempo, se buscou agregar novas propriedades que pudessem proporcionar mais conforto e segurança para os usuários.


Nos últimos séculos, as características funcionais dos calçados têm evoluído significativamente, visando a atender necessidades cada vez mais específicas dos consumidores. Um dos principais avanços está relacionado ao conforto do calce.


Na década de 1920, foi lançado o primeiro calçado de corrida com sola de borracha, proporcionando um maior amortecimento. As primeiras palmilhas anatômicas, que se adaptam melhor aos pés e melhoram a postura do usuário, são datadas de 1914. Nos anos de 1970, os calçados esportivos passaram a ser desenvolvidos com novas tecnologias voltadas para melhorar o desempenho do atleta. Foi nesse período que se popularizaram os solados de borracha antiderrapantes e com propriedades superiores de tração, bem como as palmilhas voltadas à absorção de impacto.


Na década de 1980, na busca por melhorar a estalidade dos atletas, foram criados os primeiros tênis de corrida com amortecimento em gel. Já nos anos de 1990, surgiram solados de borracha com maior aderência, palmilhas com sistemas de ventilação e calçados com materiais mais leves e flexíveis. No início dos anos 2000, o mundo conheceu os calçados com tecnologia de controle de estabilidade para a prevenção de lesões.


Atualmente, os calçados são desenvolvidos com uma variedade de tecnologias voltadas para a segurança, conforto e saúde dos usuários, oferecendo proteção contra impactos, redução da fadiga, controle de umidade e respirabilidade, e que ainda sejam mais leves e estáveis. Mas os avanços também seguem no sentido de não somente proteger, e sim melhorar a performance do usuário, como os sistemas que absorvem o impacto da passada e impulsionam o pé para a passada seguinte, por exemplo.


Neste contexto, em se tratando de um mercado de muita competitividade, as pesquisas também estão voltadas para a diminuição dos custos nos processos produtivos, dos desperdícios de materiais e a produção ambientalmente correta. Tudo isso aumenta a pressão sobre a cadeia de fornecimento de matérias-primas e componentes, pois é dali que são lançadas as soluções com melhores resultados junto aos consumidores finais


Pesquisas e testes físicos são extensivos a todos os tipos de calçados


As pesquisas para o desenvolvimento de um calçado que realmente contribua para a saúde, o conforto e a performance do usuário passam necessariamente pelos fundamentos da biomecânica do pé e pelos conhecimentos sobre como os diferentes materiais se comportam quando aplicados em um calçado. Para trazer à luz este assunto, a redação da Revista Tecnicouro ouviu três profissionais do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Dr. Rudnei Palhano e Ms. Eduardo Wüst responsáveis pelos testes e pesquisas realizados pelo Laboratório de Biomecânica, e Ademir de Vargas pelos ensaios do Laboratório de Caracterização de Materiais e de Epis - Equipamentos de Proteção Individual.


T - No segmento de calçados, as propriedades de performance costumam estar associadas aos desenvolvimentos da indústria de modelos esportivos e da indústria de equipamentos de segurança e proteção. É correta esta percepção?


R - A performance é extensiva a todos os calçados. Desde o infantil, o adulto e também de diferentes categorias. O calçado de performance para atividade física, por exemplo, terá atributos biomecânicos que contribuirão para o usuário melhorar a sua performance durante a prática de algum esporte. Já uma sandália rasteira, é importante que a performance do produto esteja conectada à contribuição dos objetivos a qual o calçado deve oferecer, como por exemplo, distribuir as cargas plantares e proporcionar estabilidade, promovendo saúde e bem-estar ao usuário.


T - Em um calçado para criança, que tem o seu pé ainda em desenvolvimento, quais são os principais atributos para cada fase?


E - É importante que o calçado contribua com as fases de desenvolvimento da criança, ou seja, se for uma criança de colo, que possa otimizar o microclima do pé. Se for para uma criança que esteja dando os primeiros passos, o calçado deverá promover estabilidade. Caso seja para uma criança que já tenha uma marcha padrão (caminhada padronizada) é importante proporcionar um bom calce que não desenvolva deformidades nos pés que estão em formação. É importante que o conjunto de componentes que formam o calçado promova este aumento de performance e contribua na saúde e bem-estar do usuário. Os materiais do cabedal, por exemplo, podem contribuir mais com o microclima, e os materiais da construção inferior podem auxiliar com a absorção de impacto e a estabilidade.


T - Pensando especificamente em chuteiras para a prática de futebol de campo, por exemplo, quais seriam as principais características que ajudariam um jogador da defesa e quais contribuiriam para a melhor performance de um atacante, quais componentes poderiam contribuir na obtenção destas funcionalidades e de que forma esses materiais interagem com o pé durante uma partida?


E - Para o jogador de defesa é importante que a chuteira contribua para uma melhor estabilidade e boa tração. Já para o atacante, faz-se necessário que o calçado tenha performance para contribuir na velocidade e precisão na hora do passe ou chute. É importante o uso de materiais tecnológicos que tenham leveza, harmonia e que tenham relação com o ambiente ao qual o jogador estará interagindo (tipo de gramado).


T - Já um calçado de segurança para uso em um setor cujo ambiente tem o piso constantemente úmido, quais seriam os principais cuidados para garantir a segurança e o melhor desempenho do trabalhador?


A - O EPI calçado para este tipo específico de piso precisa ter um grip que atenda a exigência mínima de acordo com o regulamento da Portaria n° 672 do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme norma ISO 13287 para o teste específico de resistência ao escorregamento para piso cerâmico contaminado com detergente (SLS). Para os melhores resultados, a sola é um componente primordial para garantir uma condição segura quanto a evitar quedas por escorregamento.


T - Um sapato social feminino, para o dia a dia durante o trabalho, por exemplo, deveria oferecer que tipo de apoio para que a usuária se sentisse confortável ao usá-lo durante horas seguidas?


R - Que o calçado promovesse distribuição das cargas plantares (palmilhas com boa resiliência), que fosse leve, estável, que promova a manutenção da temperatura e absorva o impacto e, consequentemente, tenha um bom calce. Para cada funcionalidade existem componentes mais específicos, por exemplo forros respiráveis para controle da temperatura, solados com uma boa anatomia/ engenharia para absorção do impacto e estabilidade.


Tecnologias exclusivas e inovadoras para tênis esportivos e casuais

Modelo Go Run Persistence garante alta responsividade e conforto aos atletas


Exemplos de como as marcas se preocupam com o bem-estar do consumidor e com a experiência dele durante o calce são dois lançamentos da Skechers. O modelo GO Run Persistence, que conta com tecnologias exclusivas para garantir alta responsividade e conforto a corredores amadores e atletas, e o modelo tecnológico Skechers Hands Free Slip-ins, que pode ser calçado sem usar as mãos.


Desenvolvido especialmente para a categoria de corrida, o modelo GO Run Persistence traz infusão de carbono na placa do antepé, resultando em estabilidade e retorno de energia de alto nível. A palmilha conta com a tecnologia Arch Fit, responsável por se adaptar ao arco dos pés e redistribuir a pressão em uma área mais ampla, para mais suporte e conforto. No cabedal foi aplicada malha respirável projetada para se mover com o pé, aumentando ainda mais o conforto durante as corridas. Transições mais suaves do pouso para a ponta do pé e alta eficiência a cada passo são garantidas pela Hyper Arc, que combina vários arcos na sola do calçado.


A espuma de entressola Ultra Flight responde por amortecimento ultraleve e responsivo baseado em EVA, e a tecnologia de borracha Goodyear presente no solado promove maior tração, estabilidade e durabilidade.


Já os modelos Skechers Hands Free Slip-ins apresentam a inovadora tecnologia exclusiva que possibilita calçar os tênis apenas encaixando o pé e deslizando-o para frente, sem a necessidade de colocar as mãos e sem se abaixar para realizar o calce.


Aplicada no contraforte, a tecnologia Touchless Fit desenvolvida pela Skechers fornece o apoio necessário para que o pé se encaixe perfeitamente no tênis, sem enrugar ou dobrar. Juntamente com o exclusivo Skechers Pillow, esta tecnologia complementar no calcanhar mantém o pé no lugar de forma segura para uma experiência fácil de calçar e tirar os calçados.


Os modelos contam com outras tecnologias exclusivas que garantem o conforto, incluindo sistemas de alta respirabilidade, revestimento Bio-Dri, para absorver a umidade dos pés e o sistema Skechers Arch Fit para dar suporte adicional na região do arco dos pés, para nomearmos algumas. As solas de borracha Ultra Flex e Goodyear proporcionam maior retorno de energia, estabilidade e durabilidade, enquanto o cabedal em tecido engineered-mesh traz uma malha mais adaptiva e com visual sofisticado que vem acompanhado da Stretch Fit aplicada ao knit para que ele se molde ao formato dos pés como se fosse uma meia.


Composto com fibra vegetal para esportivos garante alta performance sustentável e colagem sem VOCs

A Artecola lançou uma nova tecnologia com ganhos ambientais, sociais e econômicos. A novidade é um composto com fibra vegetal para injeção de contrafortes. O produto foi especialmente desenvolvido para o segmento de calçados esportivos de alta performance. Além das propriedades técnicas diferenciadas, como garantir a estruturação do calçado por longo tempo, ser de fácil aplicação, copiar melhor a forma, proporcionar a padronização do processo, ter alta resistência à deformação e ser de difícil formação de rugas, agregando valor à estética do calçado final, é adaptado para colagem com adesivo hotmelt (adesivo sólido) e reduz processos. “Estamos oferecendo uma inovação para substituir o uso de materiais de fonte 100% petroquímica colados com adesivos à base de compostos orgânicos voláteis (VOCs). Nossa tecnologia é reciclada, reciclável, diminui o consumo de energia elétrica e elimina etapas da produção”, destaca o gerente de Marketing e Mercado da Artecola, Jairo Korndoerfer.


O novo composto simplifica a fabricação dos calçados esportivos. Os contrafortes hoje usados são normalmente de TPU, que exigem limpeza e primer antes da colagem no cabedal, ou de TR, que também necessitam das duas etapas, além de halogenação. São processos que preparam a colagem com adesivos à base de VOCs, conhecidos como adesivos solventes, ainda utilizados no segmento. “O nosso composto elimina todas estas atividades na linha de produção, reduzindo tempo, custos e insalubridade. Basta apenas aplicar o adesivo hotmelt e o contraforte estará pronto para colagem”, resume Jairo. O uso de hotmelt também protege a saúde dos colaboradores, que não ficam expostos aos VOCs.


Laminados para melhorar a resistência, o conforto e a durabilidade dos calçados


A Caimi e Liaison fornece laminados de sintéticos, incluindo filmes de TPU e bases coaguladas de PU de alto desempenho. Um dos destaques pelas propriedades superiores apresentadas é filme de TPU, com grande aceitação para a confecção de cabedais para calçados esportivos.

“Ele oferece propriedades superiores como alta resistência à abrasão e rasgamento, além de ser mais leve do que outros materiais utilizados na fabricação de calçados esportivos”, destaca o coordenador comercial da empresa, A principal função desses materiais é fornecer ao calçado características de desempenho, como amortecimento de impactos, flexibilidade, estabilidade e suporte, além de garantir conforto e segurança ao usuário.


Lembrando que as bases coaguladas de PU podem ser aplicadas tanto no cabedal quanto no forro do calçado esportivo, enquanto os filmes de TPU são utilizados principalmente no cabedal, Diego ressalta que o resultado final é um calçado mais resistente, durável e confortável, que atende às demandas dos atletas e praticantes de atividades físicas. “As bases coaguladas de PU de alto desempenho interagem com o pé do usuário de forma a aumentar a sua proteção e performance durante o uso do calçado. Além disso, os materiais de PU utilizados pela Caimi e Liaison são permeáveis, permitindo a respiração dos pés e evitando o acúmulo de suor. Já os filmes de TPU combinam flexibilidade, resistência e durabilidade, permitindo que o calçado se adapte perfeitamente aos movimentos dos pés e ofereça maior estabilidade e suporte durante a prática esportiva”, explica.


Fios metálicos, elastano e poliamidas para cabedais e cadarços

Fornecendo fios metálicos, elastano Creora, e poliamidas texturizadas para a indústria calçadista, a Huvispan Têxtil oferece seus artigos para serem usados na confecção de cabedais e também em cadarços. Os fios metálicos agregam cor e brilho ao design do produto e, por serem feitos em poliamida, proporcionam conforto ao usuário, sem pinicar ou atrapalhar o bem-estar. Reconhecido mundialmente, o elastano Creora é destaque no mercado por sua qualidade, rendimento e durabilidade superiores, e sua consistência garante estabilidade produtiva, com risco quase nulo de rompimento de fibra. O material ainda proporciona melhor ajuste do calçado ao formato do pé e consequentemente maior conforto e mobilidade.


Com relação à poliamida, material com rápida secagem e alta absorção de suor, que não esquenta ao calor e que tem como características proporcionar leveza e conforto ao calce, a Huvispan é distribuidora exclusiva da Acelon no Brasil.


O gerente comercial da Distribuição de Fios, Saulo Lacerda, observa que, por ser feito em alma de poliamida, o fio metálico da Huvispan não gera atritos e oferece um bom conforto junto com informação de moda. O elastano Creora, por sua vez, promove a funcionalidade ao calçado através de várias características, como alta compressão e conservação da forma, excelente alongamento, recuperação e estabilidade dimensional em misturas com fibras naturais e sintéticas, qualidade superior, uniformidade e consistência, proporcionando melhor ajuste do calçado ao formato do pé e consequentemente maior conforto e maleabilidade. Já o fio de poliamida serve como base para o calçado, podendo ser usada sozinha ou misturado com outro fio.


Adesivo base água monocomponente de nova geração



O Kisafix PU 14001 ERB representa uma nova geração de adesivos aquosos monocomponentes.

Utilizado principalmente para a colagem de sola e cabedal em calçados esportivos de alta performance, o produto pode ser aplicado com pincel ou pistola e assegura os mesmos atributos dos adesivos base solvente e ainda garante uma maior segurança para o meio ambiente e para os trabalhadores. Isso porque este adesivo possui zero VOC. Ou seja, não tem compostos orgânicos voláteis, que estão presentes em outros tipos de adesivos e que, durante o processo de secagem, são volatizados no ambiente.



Os adesivos monocomponentes aquosos já existentes no mercado reativam em temperaturas de 65ºC a 70ºC. O lançamento da Kisafix reduz em até 20ºC a temperatura de reativação, pois trabalha entre 50ºC e 55ºC. “Isso representa um ganho energético, em relação aos adesivos à base de água monocomponentes e bicomponentes. Além disso, com uma temperatura de ativação menor, evita-se a deformação dos EVAs, que fazem parte da composição dos calçados esportivos”, compara a supervisora comercial e técnica de vendas do Kisafix no Brasil, México e Argentina, Raquel Becker.


O lançamento também se destaca pelo alto tack e pelo alto apontamento, o que garante uma melhor resistência inicial de colagem. Outro atributo é a resistência superior à hidrólise, uma caraterística relacionada à maior durabilidade das colagens, semelhante às já encontradas nos bicomponentes, mas agora com a vantagem da praticidade de um adesivo pronto para o uso. Por ser monocomponente, não é necessário o uso de reticulante, resultando em zero desperdício.


Palmilhas sustentáveis e com alta performance

Fabricando palmilhas e elementos de conforto, a Palmiarte Indústria de Componentes para Calcados destaca a sua linha Eco Comfort em EVA injetado, um produto 100% reciclável e com geração de resíduos zero. De acordo com o CEO da empresa, Jairo Carvalho, esta é uma linha que reduz sensivelmente o impacto ambiental uma vez que reutiliza 100% das sobras de galhos de injeção e palmilhas defeituosas diretamente no processo, proporcionando conforto, leveza, desempenho e sustentabilidade. “Quando comparado ao processo de EVA conformado atualmente utilizado, sua propriedade de deformação tem desempenho muito superior e a geração de resíduos é zero enquanto no conformado chega aos 30%”, explica Jairo, lembrando ainda que esta é considerada a palmilha de Birken mais leve do mercado e além do toque agradável e da maciez, é atóxica e livre de substâncias restritas.


As palmilhas Eco Conforto resultam de uma tecnologia inovadora que permite que todas as sobras, galhos de injeção e até mesmo palmilhas com defeitos, sejam reinseridos na formulação e virem uma nova palmilha, ou ainda, pode-se utilizar uma formulação com 100% de resíduos de galhos e rejeitos para se ter uma nova palmilha bastando apenas passar essas sobras por processo de moagem convencional e adição de agentes de expansão.


“Os consumidores estão cada vez mais exigentes e preocupados com o impacto ambiental de toda cadeia que compõe o produto adquirido, exigindo transparência e práticas sustentáveis. E foi pensando nisso que criamos a linha Eco Comfort, um produto 100% reciclável que não gera resíduos em sua produção e ainda permite a utilização de sobras provenientes de processos poluentes”, conclui Jairo.


Aditivos antimicrobianos, antifúngicos, antiodor e hidrorrepelente


A TNS Nano desenvolve aditivos antimicrobianos, antifúngicos, antiodor e hidrorrepelente. Para a indústria têxtil calçadista, esses aditivos podem ser utilizados principalmente em tecidos de algodão, poliamida e poliéster, com resultados de atividade antimicrobiana de 99% após 50 ciclos de lavagem, no caso do poliéster e da poliamida. O diretor geral Gabriel Nunes comenta que a nanotecnologia pode beneficiar o setor calçadista agregando valor ao produto final. Um bom exemplo é o desenvolvimento de aditivos antibacterianos e antifúngicos para palmilhas, forros e outros componentes, solucionando os problemas como o mau cheiro.


Neste quesito a TNS Nano destaca o Silver Guard, solução à base de prata estabilizado com moléculas orgânicas, que nasceu da necessidade de aprimorar uma tecnologia bastante conhecida pela indústria, mas ainda com alguns desafios, como o amarelamento de tecidos brancos. “O mecanismo de ação do Silver Guard se dá devido aos íons de prata que atuam a nível de proteínas e agindo diretamente na membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericida imediata e ação bacteriostática residual, resistindo ao tempo e sem causar alterações na coloração do material incorporado”, detalha Gabriel.


Pautados nos princípios da química verde, os aditivos da TNS Nano são sustentáveis e podem ser incorporados facilmente sem a necessidade de alterar o processo produtivo e nem a adição de etapas na linha de produção. Quando adicionados nas diferentes partes de um calçado, além do controle de odor, agregam vários benefícios, como redução da necessidade de higienização dos calçados, economia de água e o prolongamento do aspecto de novo.

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