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COLUNA EPIs: A nova forma de determinação da resistência de calçados de uso profissional ao escorregamento

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Por Matheus W. da Luz - Supervisor de Produção do IBTeC

A resistência ao escorregamento é um dos requisitos fundamentais para calçados destinados à proteção individual. Para garantir a confiabilidade e a reprodutibilidade dos ensaios, a norma ISO 13287:2019 estabelece o método de determinação do coeficiente de atrito (CoF) entre o solado do calçado e a superfície de piso, com ou sem contaminantes líquidos. No Brasil, a adoção dessa metodologia se dá por meio da ABNT NBR ISO 20344:2025, que defi ne as condições gerais de ensaio, amostragem e condicionamento. A edição de 2025 das normas brasileiras (ABNT NBR ISO 20345, 20346 e 20347) trouxe mudanças significativas.

De acordo com a norma, para o ensaio de resistência ao escorregamento são necessários três pares de calçados nos tamanhos diferentes (estes devem compreender o maior, o médio e o menor tamanhos do calçado produzidos), sendo cada par ensaiado separadamente, com registro dos resultados para os pés direito e esquerdo. O ensaio utiliza uma máquina capaz de aplicar força controlada, medir a força de atrito e manter velocidade constante de deslizamento. A superfície de ensaio é exclusivamente o piso cerâmico padronizado, Eurotile 2. O piso de aço não é mais utilizado nas edições atuais, ao contrário do que previam as versões anteriores que defi niam as marcações SRA, SRB e SRC.

A execução do ensaio pode ser realizada através de quatro condições. As condições A (salto para frente) e B (parte dianteira para trás) são obrigatórias e utilizam piso cerâmico contaminado com solução de lauril sulfato de sódio (SLS). Já as condições C (salto para frente) e D (parte dianteira para trás) são opcionais, utilizando glicerol como contaminante. Quando o calçado atende a essas condições opcionais, recebe a marcação “SR”. Calçados destinados a aplicações especiais, como aqueles com cravos, pinos metálicos ou similares para uso em solo macio, areia ou lama, não são ensaiados quanto ao escorregamento e devem receber a marcação “Ø”.

A preparação da amostra e da superfície envolve a lavagem do solado com etanol e escova, enxágue, secagem e abrasão superfi cial com lixa de carbeto de silício (grão 400), em movimento linear paralelo ao deslizamento. Os critérios de aceitação exigem coeficiente de atrito mínimo de 0,31 (salto) e 0,36 (parte dianteira) para SLS, e de 0,19 (salto) e 0,22 (parte dianteira) para glicerol. O calçado que atende apenas às condições com SLS não recebe marcação adicional; o que também atende às condições com glicerol é marcado como “SR”.

A atualização normativa eliminou superfícies e contaminantes, padronizando o piso cerâmico Eurotile 2 e introduzindo a marcação “SR”, que identifi ca calçados com bom desempenho tanto em pisos contaminados com detergente quanto com óleos. A correta execução do método, respeitando força, velocidade, ângulo e condicionamento, é essencial para a reprodutibilidade dos resultados e para a segurança do trabalhador.



A Coluna de EPIs tem o patrocínio de Marluvas Equipamentos Profissionais



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