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Bioplástico: síntese a partir do córtex da Manihot esculenta

Alunas: Jhessily Lomany Arantes; Ana Beatriz Leal de Santana

Orientadores: Cleide Cardoso dos Santos Almeida; Gabriel da Silva Martins

Instituição: Colégio Militar Tiradentes II - Imperatriz/MA

O plástico, em sua maioria, é formado por materiais inorgânicos, como, por exemplo, petróleo, sais, carvão e gás natural. Desse modo, ele é derivado do processo de polimerização, através do qual os monômeros são fundidos e compõem macromoléculas, as quais irão moldar este. Em contrapartida, o bioplástico (plástico de origem orgânica) é proveniente de fontes naturais e renováveis, como celulose, ácidos, amido e álcoois e, de acordo com sua composição e fabricação, degrada-se mais rapidamente, entre 6 a 12 meses, enquanto que o plástico de origem petroquímica, demora entre 100 a 400 anos.


É mister analisar, compreender e sintetizar o plástico de origem orgânica a partir do amido extraído do córtex (contra-casca) da macaxeira (Manihot esculenta), haja visto a abundância deste recurso no Brasil, 4º maior produtor mundial, e o Maranhão, em 3º lugar em nível estadual, além do reaproveitamento de seus resíduos, especificamente das cascas, sendo assim um vetor substancial dos impactos do petroplástico no ambiente.


Através do córtex da macaxeira, foi realizada a extração do amido, pelo processo de hidrólise, a fim de ser utilizado para a fomentação do bioplástico. Este, por sua vez, é produzido por um processo de solubilidade do amido em meio aquoso, associado a outros componentes e por conseguinte secagem.


Assim, com o experimento, foi obtida uma espécie de substância sólida, denominada bioplástico. Este, em suma, apresenta características semelhantes ao plástico, como maleabilidade e flexibilidade, no entanto, sem aditivos químicos maléficos à saúde humana, como fenóis ou bisfenol-A e, sobretudo, pela capacidade de degradação com maior rapidez no ambiente o qual está inserido.


Infere-se, portanto, que esta é uma alternativa de futura substituição do plástico convencional advindo do petróleo, a fim de amenizar os impactos causados por estes ao ambiente, por ser sustentável e biodegradável. Além disso, é necessária a continuidade de testes e pesquisas, em busca de aprimoramento em suas características físico-químicas a fim de que seja aplicada no dia a dia.

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