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Atualização de ensaio permeabilidade/coeficiente do vapor da água para calçados de uso profissional

Matheus W. Luz - técnico do Laboratório de EPI Calçados do IBTeC



No Brasil os calçados de classe I, confeccionados em couro e/ou outros materiais, excluindo os inteiramente vulcanizados e moldados, que compõem a classe II, destinados ao uso como equipamentos de proteção individual (EPI) devem atender aos requisitos de permeabilidade e coeficiente de vapor de água dispostos nos itens 6.6, 6.7 e 6.8 na norma ABNT NBR ISO 20344, em sua versão mais atual. A versão brasileira da norma, de 2015, segue a norma europeia (ISO 20344) que passou por atualizações e também será atualizada no Brasil.


Nesta nova versão, para que os materiais de cabedais, nos calçados de classe I, se apresentem em conformidade com os parâmetros estipulados em norma, um calçado completo deve ser empregado. O mesmo será utilizado na determinação de áreas com presença de materiais não permeáveis ao vapor de água. Para tanto, o calçado é desmontado, descartando-se o solado e, nos calçados de tipo botina, bota meio cano, bota de cano longo e bota de cano extralongo, tudo acima da altura mínima do cabedal também deve ser excluído.


Deste modo o cabedal pode, então, ser deixado plano, para assim se determinar qual a área total e quanto desta área é constituída de materiais não permeáveis ao vapor de água, ou seja, de biqueira, do sistema de atacador/cadarço (suporte de ilhós, fixação do gancho), do colarinho, da couraça/contraforte, da banda lateral (colagem da sola) e/ou outros.


Esta determinação importa, pois, gera uma relação dos valores de referência na qual a permeabilidade deve ser de no mínimo de 0,8 mg/(cm2 h) e o coeficiente do vapor de água de ao menos 15 mg/cm2 em calçados, quando a área não transpirável, dos cabedais, seja de até 10%. Já os cabedais compostos em até 50% de materiais não permeáveis ao vapor de água devem possuir valores orientativos de permeabilidade mínima de 2,0 mg/(cm2 h).


Os materiais de forro interno (forro da gáspea/forro lateral), aos quais estes métodos de ensaio se aplicam, tem como especificação que a permeabilidade ao vapor de água deve ser maior ou igual a 2,0 mg/(cm2 h) e que o coeficiente do vapor de água não pode ser inferior a 20 mg/cm2 .


Com esta atualização, os métodos ficam mais minuciosos e os requisitos da norma passam a ser mais rigorosos, dessa forma, os fabricantes devem ficar ainda mais atentos quanto à composição e os modelos de seus calçados, ao mesmo tempo que passam a oferecer mais qualidade e desempenho através de seus produtos. Estas modificações trazem consigo importantes avanços, que visam a tornar os calçados mais propícios ao uso, na medida em que simulam e quantificam de forma adequada a proteção e o conforto que oferecem ao usuário final, em sua jornada de trabalho.

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