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Atrações geram experiência aos visitantes


O projeto Fábrica Conceito apresentou aos visitantes da Fimec a aplicabilidade dos processos tecnológicos, logísticos e produtos expostos na feira, a partir da fabricação de calçados em tempo real. Em um espaço de 1.100 m², o projeto deste ano teve números recordes: seis linhas de produção, com 17 modelos de calçados, sendo 16 femininos e um masculino. O projeto, que neste ano realizou a sua 11ª edição, é realizado conjuntamente pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Fenac e Coelho Assessoria Empresarial. Em uma edição de recordes, a Fábrica Conceito contou com mais de 90 empresas participando, 132 máquinas e equipamentos, 50 colaboradores e 40 alunos do Senai, responsáveis pela produção de cerca de 3.500 pares, nos três dias da feira. A Ramarim e a Arezzo foram as empresas fabricantes de calçados que participaram desta edição.


A Calçados Ramarim produziu dois modelos de scarpins femininos, dois modelos de tênis com cabedal em knit e um modelo de tênis masculino da marca DC. Um dos modelos de tênis traz uma inovação que é o uso de dois processos de montagem - stringado e ensacado no mesmo modelo, garantindo ganho de tempo e economia no uso de materiais, o que se reflete diretamente no custo final do produto.


Os dois modelos de tênis com cabedal de knit foram feitos com fios de poliamida biodegradável. O tingimento dos fios foi realizado com corantes solúveis em água, permitindo sua reutilização no próximo ciclo da produção, depois do tratamento. Ainda da marca Ramarim, teve uma linha de produção de um modelo de scarpin com cabedal em poliuretano e solado de TPU amigável ao meio ambiente, elaborado a partir de óleo de mamona.


O Grupo Arezzo, por sua vez, foi responsável pela produção de dois modelos de botas da marca Arezzo e um modelo de tênis Fiever com apelo de conforto. O cabedal é em lycra e couro camurça, com solado de poliuretano injetado direto no calçado montado. O objetivo desta linha foi mostrar o quão produtivo é o sistema de injeção direta de solado nos calçados, bem como a aplicabilidade deste processo em qualquer tipo de calçado e não somente em calçados de segurança, como ocorre na maior parte dos casos.


Outro espaço de experiência foi o Estúdio Fimec, que busca pensar o futuro da moda, do desenvolvimento de produtos e do consumo. Nesta edição, o estúdio abordou a influência dos jogos eletrônicos no comportamento de consumo. O projeto é uma realização da Fenac com a Coelho Assessoria Empresarial. O conteúdo fica a cargo do Studio 10 que coordena todo o trabalho de pesquisa com o Centro de Design da Universidade Feevale.

PRÓXIMA EDIÇÃO - A 45ª Fimec está marcada para os dias 09, 10 e 11 de março do próximo ano, das 13 às 20 horas, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.


Ciclo de minipalestras foi uma atração à parte

Durante os três dias de feira, foi realizada uma extensa programação com várias minipalestras em diferentes pontos dos pavilhões da Fenac, com o objetivo de levar informações sobre assuntos relevantes para profissionais do setor. Um exemplo desses projetos foram as Pocket Palestras Fábrica Conceito, realizadas pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Fenac e Coelho Assessoria Empresarial, com palestras ministradas por diferentes empresas.


OEE - A ferramenta para aumentar a eficiência e a produtividade da sua empresa

Ciro Copello - Easy Pro

Ciro fez a sua explanação falando sobre soluções inovadoras em software para produtividade, eficiência e qualidade, alinhados com os conceitos da Indústria 4.0 na otimização de processos e redução de perdas. Especialmente a ferramenta de cálculo para monitoramento do desempenho e coleta de dados automático de máquinas em tempo real (OEE - Disponibilidade, Produtividade e Qualidade), que fornece dados sobre a eficácia geral de equipamentos. A empresa mantém uma suíte de soluções criadas com o objetivo de otimizar rotinas no chão de fábrica, atendendo a necessidades específicas da gestão produtiva do negócio, independente do segmento de atuação, focada na entrega, no custo e na qualidade.

Solucões em PU para o mercado de calçados

Marco Antonio Cunha – Basf

O palestrante destacou as principais propriedades do PU, que é um material muito versátil, devido às propriedades, como leveza (tão leve quanto o Eva), resistência à abrasão (equiparado ao TR) e toque, usado largamente na fabricação de palmilhas e solados. Também destacou o processo de injeção direta como uma solução para gargalos existentes nos processos tradicionais da montagem de calçados, lembrando que os novos produtos podem ser criados tanto por desafios do mercado através de empresas que buscam algum desenvolvimento funcional, criativo e inovador quanto virem da própria indústria química que provoca o mercado para passar a usar um novo produto, por exemplo, com apelo de ser amigável ao meio ambiente ou livre de substâncias restritas.

TPU Sustentável - Transformando biomassa e CO2 em tecnologias para calçados

Max Machado – Covestro

Nesta palestra, a abordagem foi como tornar a cadeia calçadista ainda mais sustentável, reduzindo a emissão de CO2. O painelista Max Machado explicou que o TPU já nasce com a vantagem de ser um material reciclável, mas a empresa buscou ampliar os benefícios ao meio ambiente procurando materiais alternativos vindos da natureza em substituição aos de fonte fóssil. Nascendo assim uma biomassa Poliol vinda do milho ou da mamona, com concentrações que variam de 42% a 65% de biomassa em sua composição, dependendo da performance desejada. Para cada quilo de TPU, se evita a emissão de 4kg de CO2 na natureza, que é hoje uma grande preocupação por parte das empresas. Outra solução ainda mais ousada é a transformação do próprio CO2 em polímero. O resultado é um poliéster carbonatado com excelentes propriedades e preço acessível.

Programa de Proficiência em Substâncias Restritas

Lisiane Metz – Senai

A coordenadora técnica do Instituto Senai de Tecnologia em Couro e Meio Ambiente Lisiane Metz, falou sobre o Programa de Proficiência em Substâncias Restrtitas desenvolvido pela instituição. Mais do que fazer análises e assinar laudos, o programa foi criado para oferecer às empresas confiança de que realmente não usam em seus produtos determinadas substâncias de uso restrito, ou que se eles estiverem presentes nos materiais, estão dentro dos limites estabelecidos pelas normas regulamentadoras. O programa foi estabelecido no mês de janeiro deste ano e durante a Fimec estava ainda na fase de inscrições, com a previsão de início em março e término no próximo mês de dezembro. Ao todo são 10 grupos de interesse: couro, têxteis, materiais sintéticos, enfeites, embalagens, componentes metálicos, materiais poliméricos e materiais celulósicos.

A importância da colaboração para gerar inovação

Deivis Gonçalves – IBTeC

A importância da inovação colaborativa, e como tornar realidade esta prática foi o tema da palestra do gestor da área no Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Deivis Gonçalves. Ele abriu sua fala mostrando a evolução de valor para clientes, que no passado eram as commodities, depois passaram a ser produtos, mais tarde serviços e hoje são as experiências, mudando o foco para um valor intangível. São três os principais desafios para as empresas que querem inovar: infraestrutura inadequada ao desenvolvimento produtivo, baixo nível de competição e regulação ineficaz, além da falta de capital humano qualificado. Os caminhos para a inovação passam necessariamente pela conexão com outras empresas e busca de conhecimentos.

INSQIN - Inovação para materiais sustentáveis e transparência na cadeia de valores

Rudolf Buneker – Covestro

Logo após lembrar que cada fase da cadeia de produção gera algum grau de impacto no ambiente, e os materiais assumem um dos principais papéis na sustentabilidade de um produto, o palestrante destacou que os laminados de PU são um material-chave para os setores calçadista, de confecção e de acessórios, proporcionando uma combinação de suavidade e resistência. Entretanto, em sua composição contém o DMF, que é tóxico para a saúde humana e o meio ambiente. Em contraponto a este problema, existe o Insquin, um novo tipo de PU base água, com todas as camadas livres de solvente, trazendo mais segurança para a saúde do trabalhador.

A indústria da moda e as oportunidades na quarta revolução industrial

Leandro Silva - Centric Software

O especialista começou a sua fala indagando como a indústria calçadista pode buscar dentre as novidades tecnológicas que já funcionam no mercado aquelas aplicáveis em seus produtos, tais como a impressão 3D e sistemas que se comunicam com o celular. Para ele, quem não estiver bem posicionado nas redes sociais vai ver o seu negócio morrer, pois o mundo todo está interligado em tempo real. O mercado brasileiro ainda não entendeu o que é essa nova revolução industrial em que as máquinas e equipamentos conversam entre si, tomando, inclusive, decisões estratégicas. No dia a dia, os negócios estão cada vez mais acontecendo no universo online e menos em lojas físicas. Mas o fundamental é que para trabalhar digital a empresa precisa ter pensamento digital.


Economia circular um caminho sem volta! ainda bem!

Vinícius Cardoso - Linhasita

Exemplificando como um caso de sucesso o sistema de reciclagem de alumínio, através do qual uma lata depois de descartada volta a ser utilizada para a produção de outra lata com as mesmas características, Vinícius lembrou que nem todas as ações para o reaproveitamento de materiais é de fato um avanço, pois, muitas vezes, se utiliza uma matéria-prima de valor agregado para a produção de um novo material menos valorizado. Também comentou sobre um projeto da Linhasita para o reuso dos cones para a fabricação de novos cones usados como carretéis para as linhas. Ele concluiu com a apresentação da Greenfiber, primeira linha biodegradável do mundo.

Setor calçadista pode usar embalagens de papel cartão, que são 100% biodegradáveis

Fábio Serafim Leite - Box Print

Falando sobre as vantagens oferecidas pelas embalagens de papel cartão, Fábio destacou que este tipo de material pode ter até 80% de sua composição proveniente de materiais recicláveis, e que o papel pode passar até sete vezes por processo de reciclagem, além de ser 100% biodegradável. Falou também sobre ações da empresa para a preservação ambiental, como implantação de lâmpadas de LED, redução do uso de água nos processos da empresa e utilização de iluminação natural em vários pontos. A empresa hoje faz levantamento de toda a emissão de gases e efeito estufa gerado pelos seus processos e realiza a neutralização destas emissões, com área de reflorestamento.

Sustentabilidade na gestão de resíduos da indústria calçadista

André Senger – Reverse

Depois de listar alguns tipos de resíduos gerados na indústria calçadista, como couros, adesivos, lodos, rebarbas, tintas, solventes etc., André salientou que tudo isso representa uma preocupação adicional para as empresas, que continuam responsáveis por eventuais danos que tais materiais possam oferecer ao meio ambiente e para a saúde das pessoas, mesmo após a destinação em aterros sanitários. Falou sobre o trabalho da empresa para auxiliar e assessorar os clientes na correta destinação, lembrando que buscar matérias-primas melhores, máquinas mais eficientes e processos de produção alternativos com este ideal são soluções necessárias para as organizações empresariais serem de fato ambientalmente eficientes.

Produto sustentável

Oscar Donat Neto – Boxflex

Ressaltando que reduzir custos dos clientes é objetivo da empresa, assim como o aumento gradativo de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para se tornar cada vez mais sustentável, Oscar apresentou um sistema para tratamento do esgoto cloacal utilizando plantas que se alimentam dos resíduos orgânicos lançados em lagoas implantadas no parque industrial da Boxflex, sem deixar de destacar o uso de materiais plásticos 100% recicláveis, a implantação de ciclo fechado de produção, no qual o resíduo é reaproveitado dentro do próprio ciclo em que ele é produzido, o uso de energia renovável, hidroelétrica ou eólica e o uso há mais de 10 anos de materiais PET reciclado em contrafortes, couraças e palmilhas.

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