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Antimofo sustentável voltado ao setor calçadista


O setor têxtil, especialmente de vestuário, está sentindo os efeitos da crise do novo Coronavírus. No entanto, a projeção da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é de aumento na produção e vendas para 2021. Considerado um setor mundialmente importante, que movimenta não só a economia do Brasil como de muitos outros países, a previsão da indústria têxtil é compensar as perdas geradas em 2020 e reagir rapidamente à crise econômica investindo em novas oportunidades.


Um exemplo de empresa que foi na contramão da crise e viu o surgimento de novas demandas e oportunidade é a Huvispan Têxtil, indústria catarinense de tinturaria e acabamento para o setor têxtil.


Em meio à pandemia, a marca investiu em novos maquinários e ampliou a capacidade produtiva em 75%. Conforme explica o CEO, Cledson Boger, a instalação da ampliação dos negócios se iniciou em julho de 2020 e foi concluída em novembro, quatro meses depois. “A capacidade produtiva da empresa passou de 400 toneladas de malha ramada para 600 toneladas de malha ramada e 100 toneladas de malha tubular, totalizando 700 toneladas por mês.” Cledson conta que foi incluído um novo serviço de acabamento na empresa, a linha tubular. “Com os novos serviços e demandas, também ampliamos nosso quadro de colaboradores, com a contratação de 36 novos profissionais”, comenta.


Os investimentos foram em seis máquinas de tingir, uma rama, um secador, dois hidroextratores, uma calandra e um aquecedor. Para abrigar as novidades, foi necessário ampliar o galpão da caldeira e aquecedores.


Tecnologia de gestão


A Huvispan também investiu em tecnologia de gestão. Cledson conta que houve aportes na contratação do sistema SGT da Operacional Solution. O SGT é um ERP completo e especializado que atende as atividades de compras e vendas, desenvolvimento de produtos, engenharia de produto e processos, APS, planejamento, programação, controle de produção, qualidade, manutenção industrial, custos, estoques, FCI, expedição, faturamento, terceirizações, NFe, NFCe e lojas, que serve para otimizar a gestão dos processos.


A solução irá gerenciar as atividades de diversas áreas, como logística, comercial, custos, planejamento, beneficiamento e manutenção industrial. Tudo isso, integrado ao sistema administrativo da Sênior, e aos sistemas de automação do tingimento, automação da cozinha de cores, colorimetria e sistema de pipetadora no laboratório. “Com a implantação do ERP, garantiremos informações precisas, programações assertivas e um planejamento de produção de excelente prazo. Os colaboradores terão maior controle dos processos, garantindo agilidade e assertividade nos registros, desde a entrada do pedido até o faturamento da mercadoria. A implantação desse sistema é o marco de uma nova etapa, a qual possibilita o crescimento da em- presa com a otimização de recursos já existentes”, ressalta Cledson.


Perspectivas do setor têxtil para 2021


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) divulgou recentemente o balanço de 2020 e expectativas para 2021 para os setores têxtil e de confecção. No estudo, estima-se que manufaturas têxteis e de vestuário crescerão, respectivamente, 8,3% e 23% na comparação com 2020. Segundo estudos das equipes econômicas, o PIB do Brasil deve crescer em 2021 perto de 4% e, desta forma, o PIB da indústria têxtil tende a alavancar em torno de 2,5%.


Para este ano, resultados preliminares apontam para um crescimento de 8,3% na produção industrial têxtil em volume de toneladas e 23% na produção de vestuário em volume de peças, ambos comparativamente ao ano de 2020.