Edição 316 - Jan/Fev 2020

Tecnologia e design dos esportivos cada vez mais presentes nos EPIs

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No último mês de novembro, a redação da Tecnicouro recebeu da assessoria de imprensa da Basf informações acerca de um calçado virtual que reúne diversas inovações. O projeto voltado para o segmento de EPI traz arrojo e conforto ao sapato de segurança e uma novidade: a primeira biqueira visível e transparente.

O conceito Limitless é um projeto lançado pela empresa em parceria com a i-generator, que oferece serviços de consultoria em design de calçados, com sede em Portland/EUA e reúne diversas inovações de materiais de performance para o segmento. Dessa parceria surge o sapato de segurança em um estilo arrojado que, ao mesmo tempo, segue padrões de conforto, flexibilidade de design e durabilidade.

O modelo é fechado e os cadarços foram removidos para evitar tropeços e quedas que, de acordo com a empresa, são uma das maiores causas de acidentes de trabalho. Além disso, por ser fechado, protege também contra respingos e permite que os usuários calcem e descalcem com rapidez. Para completar o design, o modelo é revestido em malha com fibra Freeflex, junto com faixas feitas com o mesmo material, que oferecem mais flexibilidade e resistência à abrasão. Também possui a cobertura de proteção feita de Haptex - um laminado sintético premium sem solvente.

Os avanços tecnológicos permitiram a criação da primeira biqueira transparente do setor. Fabricada com Elastollan é uma alternativa para biqueiras de metal oferecendo novas possibilidades de design para a indústria de EPIs, proporcionando um sapato mais leve, seguindo todos os padrões de segurança.

Para reduzir a fadiga dos trabalhadores, foi usada a tecnologia Infinergy, uma espuma particulada com propriedades de mola e amortecimento no calcâneo e na entressola. A entressola, em especial, é leve, apresentando resiliência e durabilidade. Além disso, a palmilha fabricada também com Elastollan oferece boa aderência e resistência à abrasão. "Atualmente, os consumidores buscam looks mais leves e esportivos, mas com conforto e segurança", disse o vice-presidente de Novos Mercados e do negócio de Materiais de Performance, Gerd Manz. "Apesar do modelo ainda só existir virtualmente, temos a certeza de que a divisão de materiais de performance da Basf pode abrir novas possibilidades de design e incentivar as marcas de calçados de segurança", considerou.

Este lançamento ilustra não somente uma tendência, mas uma realidade que já acontece no setor de calçados de segurança, proteção e ocupacional apontada pelo gestor de inovação do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Deivis Gonçalves, durante a sua palestra no Happy Hour com Tecnologia realizado em novembro na sede do instituto, em Novo Hamburgo/RS.

O evento teve como objetivo justamente apresentar as novidades observadas por Deivis durante a sua viagem à maior feira deste segmento, a A+A ocorrida na Alemanha, da qual ele participa desde 2010.

Antes de falar sobre os lançamentos, ele salientou que há muitas oportunidades neste mercado e as empresas não precisam continuar a fazer somente calçados baratos, obedecendo padrões de design com pouca criatividade. "Ao bem da verdade, não é que os calçados brasileiros sejam ruins, pelo contrário. Há muita tecnologia envolvida e uma série de normas técnicas a serem cumpridas antes de se colocar no mercado um calçado ocupacional, de segurança e proteção. Mas dá, sim, para fazer calçados mais elaborados, sem deixar de lado as normas que garantem a proteção do usuário. Porém, para se atingir este objetivo é necessário ter pensamento inovador", defendeu o profissional, complementando com a afirmação de que algumas empresas brasileiras já estão oferecendo produtos mais arrojados.

Deivis apresentou dois vídeos, o primeiro se referia a um estudo sobre a indução de pessoas à repetição de um comportamento nada convencional para o cenário onde elas estavam, sem que questionassem o motivo para isso. O outro era uma frase escrita de forma que as pessoas ao lerem são induzidas ao erro de interpretação do texto e com isso acham que ela não está correta. Esses exercícios serviram para fazer os participantes pensarem sobre o ato de reproduzir sempre o que já está posto e também para fazerem uma autocrítica sobre se realmente fazem a leitura certa do que está diante de si. Pois ambas as situações podem levar a equívocos, inclusive nas escolhas das empresas.

"O motivo para as pessoas pensarem que a frase está mal escrita é que o cérebro humano gasta muita energia do nosso corpo para funcionar e por isso ele trabalha pra que se faça o menor esforço sempre, o que, no caso da leitura, as levou ao erro. Mas isto é uma situação que pode acontecer em diferentes circunstâncias durante o dia sem que a gente perceba. Então para que o pensamento inovador ocorra é necessário aprender a pensar diferente, para buscar sempre novas maneiras de ver uma mesma situação, e não economizar energia com o pensamento. Quando se fala em calçado de segurança, é provável que se tenha em mente algo como uma botina preta, com sola injetada, mas quem disse que tem mesmo que ser assim?", contextualizou.

Leia essa matéria na íntegra clicando na edição completa (páginas 13 à 16).


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