Edição 298 - Jan/Fev 2017

Esportivos faturam mais com inovação e senso de oportunidade

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Embora o volume de vendas em unidades de calçados esportivos tenha caído 5,7% nos seis primeiros meses de 2016, o faturamento do setor cresceu 11,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta informação é fruto de uma pesquisa realizada pela GFK Brazil, que apontou o aumento de preço nestes artigos no ano passado. O estudo, que foi divulgado em outubro de 2016, mostra que no último mês de junho estes artigos chegaram a ficar em média 29% mais caros, quando comparados com o mês de outubro de 2015. Para a GFK, que monitora as vendas de calçados esportivos ao consumidor final a partir de informações obtidas com varejistas de calçados, materiais esportivos, lojas especializadas em calçados esportivos, supermercados e hipermercados para loja física e internet, o segmento multifitness é o principal responsável por esse crescimento. 

A especialista do setor na GFK, Tatiana Riccioppo, conta que os modelos de corrida e voltados a exercícios em academias ganharam participação no mercado, respondendo por 57,5% do total de vendas de calçados esportivos. "Nesses segmentos, produtos com preço médio entre R$ 150,00 e R$ 200,00 são os que mais vendem", aponta. 

Efeito Jogos Olímpicos
Vale lembrar que o levantamento foi realizado no ano em que o País sediou o maior evento esportivo mundial - os Jogos Olímpicos - fator este que ajudou a divulgar 42 modalidades esportivas, sendo que dentre elas várias são realizadas com o uso de calçados específicos. No balanço final, o Comitê Olímpico Internacional (COI) destacou que mais de 3 bilhões de pessoas (o equivalente a metade da população mundial) acompanharam alguma competição realizada no Rio de Janeiro no período de 3 a 21 de agosto de 2016. Somando a programação de todos os 500 canais que transmitiram as Olimpíadas pelo mundo, foram 350 mil horas de televisão. 

Só no Brasil, de acordo com levantamento realizado pela Kantar Ibope Media, 63,4 milhões de pessoas assistiram ao menos um minuto da programação, e significou penetração em 98,3% das casas existentes no País. Tanta exposição de grandes ídolos mundiais praticando esportes por certo acabou por incentivar mais pessoas a praticarem esportes e, consequentemente, algumas adquiriram um novo calçado esportivo, embora o aumento dos preços. A Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp) já em 2015 previa que no ano das competições o setor seria beneficiado, pois as pessoas aumentam a sua autoestima ao verem o seu País sediando um evento tão importante. E, sentindo-se mais felizes, acabam por investirem em si mesmas, sendo que a prática de esportes e exercícios podem ser uma opção para este investimento.

É bem verdade que se falava também em crescimento do volume de vendas, o que acabou não se confirmando. Mesmo assim, um aumento acima de 10% no faturamento em um período de grandes desafios como este pelo qual o País está passando pode ser considerado como algo positivo.

É importante destacar que a divulgação do evento começou muito antes da abertura dos jogos, tendo como ponto de partida o ano de 2009, quando o Brasil foi escolhido para sediar o megaevento, e também 2012 com a entrega da Bandeira Olímpica ao País durante o encerramento das Olimpíadas de Londres.

Mas não basta que os esportes estejam em evidência para que as pessoas se sintam motivadas a investir em um equipamento novo para praticar alguma modalidade de exercício. Elas precisam perceber valor nos produtos ofertados e este é um desafio para este nicho de calçados, que é muito competitivo e segue como o grande lançador de inovações para a cadeia produtiva. Visando a garantir o conforto e aumentar o desempenho durante a prática desportiva, as marcas investem cada vez mais em pesquisa e desenvolvimento, combinando diversas tecnologias de performance para ganhar a preferência do comprador apaixonado por esportes, seja ele um atleta ocasional, amador ou profissional. Dentre os sistemas mais desenvolvidos, se destacam aqueles que garantem durante o uso atributos como estabilidade, calce, absorção de impacto, movimento natural, proteção dos pés, ventilação, flexibilidade e conforto.


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